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Um médico brasileiro premiado nas Olimpíadas de Tóquio

Autor da palestra magna da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, no dia 26 de junho, quando abordou o tema do “Envelhecimento com sabedoria”, o professor e geriatra Emílio Moriguchi, da Unidade de Geriatria do Serviço de Medicina Interna do HCPA, pode ser considerado, desde já, um vitorioso brasileiro fora das pistas das Olimpíadas (abertas hoje , 23, em Tóquio) que vai receber premiação na próxima segunda-feira dia 26.

Desde a cidade japonesa, o dr. Emilio conta, por mensagem de e-mail, que ainda está cumprindo a quarentena sanitária obrigatório até amanhã, sábado.cumprindo a quarentena sanitária até amanhã, sábado. “Cheguei em Tokio dia 10 e estou em quarentena até dia 24, pois os cerimoniais começam no dia 25 e culmina com a entrega do prêmio no dia 26): a premiação vai acontecer!

Certamente é uma honra para mim, para a minha família e para todos nós, do Brasil, pois são somente cinco reconhecidos e premiados no mundo, sendo dois médicos: um brasileiro (eu) e um médico japonês atuando nas ações humanitárias na África”, escreveu ele.

“O reconhecimento que vou ter a honra de receber é a premiação para aqueles japoneses que realizam atividades sociais voluntárias humanitárias pelo mundo (Fundação Japonesa de Apoio a Atividades Sociais Voluntárias, presidida sempre pela primeira dama, esposa do Primeiro Ministro Japonês). Este ano, em comemoração aos 50 anos da Fundação (todos os anos tem feito reconhecimento de cerca de 50 pessoas ou organizações ao redor do mundo para o reconhecimento e premiação), foram escolhidas as cinco pessoas mais representativas do momento atual do espírito voluntário no mundo. Graças a Deus, fui um dos escolhidos nesta honrosa homenagem”, completou.

Além do notável currículo profissional como médico, pesquisador e professor, o dr. Emílio possui sólidas qualificações familiares: é filho do lendário Yukio Moriguchi, pioneiro na geriatria do RS, responsável pela criação do IGG da PUCRS, e neto de Shizuo Hosoe, primeiro médico japonês enviado ao Brasil em 1930 para acompanhar os imigrantes no país. Pois é justamente o fator familiar – que contempla o ambiente e ,de certa forma, o estilo de vida- que o dr. Emilio considera um dos principais segredos do envelhecimento com qualidade de vida – aliado, claro, da genética, do exercício físico, da alimentação saudável e de hábitos que rejeitam o fumo e a bebida alcoólica em excesso.

Na palestra magna na Academia, ele recorreu a comprovações práticas de pesquisa que realiza desde 1994, na cidade gaúcha de Veranópolis, com equivalência em população idosa às chamada zonas azuis -blue zones – de um trabalho desenvolvido pela universidade de Harvard, localizando as regiões com maiores longevidade do mundo no arquipélago de Okinawa, no Japão, na ilha da Sardenha, na Itália, e em comunidades da Califórnia nos EUA, e da Costa Rica na America Latina.