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Submissão à legalidade e aos eleitores

| por THIAGO ROBERTO SARMENTO LEITE*

 

Na realidade, como sobejamente evidenciado, o voto tem decorrências. Agora é momento propício a que, soberanamente, o eleitor proceda a profundo exame no tocante a condutas pregressas e desempenhos contemporâneos dos concorrentes no certame eleitoral. Verdadeiramente abonáveis históricos de toda existência? Há que se ter cautela máxima. À tomada de decisões sobre nomes a sufragar, de maior valia se torna a gama de informes disponibilizados pelos diversos meios de comunicação e, também, dentre outros, eventuais registros de condutas vedadas: Lei da “Ficha Limpa”/Superior Tribunal Eleitoral/Tribunal de Contas/etc. A propósito, o Correio do Povo tem, frequentemente, oferecido Editoriais importantes (como o de 5/11/18), no qual restou alertado: “(…) aqueles que almejam um cargo majoritário … têm que, obrigatoriamente, se submeter ao sufrágio popular …”. E, indo “direto ao ponto”, ressaltado: “(…) a República brasileira tem muito ainda que avançar no sentido de diminuir desigualdades sociais…”. Em conclusão, afirmado que “(…) esse caminho só pode ser trilhado com segurança dentro da legalidade, reforço ada pela palavra final do eleitor”.

 

Assertivas, sem dúvidas, absolutamente corretas e plenamente endossáveis, porquanto de inegável pertinência. Insofismavel é que – por ocasião do lançamento dos sufrágios nas urnas, em favor dos postulantes a cargos eletivos – se estabelecerá indissolúvel corresponsabilidade por parte dos eleitores. Lógico que para acertado posicionamento, fundamental de igual: sopesar posições ideológicas; ligações partidárias; propostas em geral; prioridades específicas; atividades profissionais; atuações públicas e muito mais. Em última análise, aquilatar quem é, o que pensa, como age o candidato focado. De conseguinte, cabível admitir que pela ação dos que, qualificadamente, sejam eleitos será, com toda certeza, também alcançado desenvolvimento integral das comunidades e fortalecimento da democracia.

 

*Ex-juiz do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral / TRE-RS
Artigo publicado originalmente no jornal Correio do Povo em 11 de novembro de 2020