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Eleições: nomes e condutas em julgamento

| por THIAGO ROBERTO SARMENTO LEITE*

 

Eleições são ocasiões de realismo e responsabilidade, tanto para candidatos e partidos quanto para cidadãos em geral e a se constituir em circunstâncias de cunho político e natureza sociológica. O sufrágio lançado: livre, secreto, direto e universal é garantia de escolhas legitimadas através da “energia das urnas”; donde, desdobramentos – com inerentes regularidades – equivalem a “pilares do Estado Democrático de Direito”. Razão pela qual, votar se reveste de alta significação, a exigir ser exercido com extrema cautela. Nesta compreensão, o Jornal do Comércio – de longa data – se posiciona em editoriais, como no bem lançado na edição de 02/10/18: “…Justamente as eleições servem para que cada um de nós, eleitores aptos, julguemos nomes e fatos a fim de fazer a opção que seja, em nosso entendimento, a melhor para o Rio Grande do Sul e o Brasil”. Irretocável, pois não?…

Com efeito, tal se impõe e, aliás, o que só pode ser alcançado através de votações conscientes e em pleitos efetivados com lisura, como em nosso País e sob égide do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a cada processo de renovação. Donde, soe ser absolutamente inaceitável a pretensão mobilizadora de céticos à prática do voto em branco/nulo ou, simplesmente, à mera abstenção e a que nada levam; ao contrário, apenas favorecem aos piores elementos.

Outrossim, imprescindível se torna atenção às “notícias falsas”, engendradas por apoiadores de derrotistas, habilmente disseminadas em redes sociais e outros meios de comunicações com efeitos maléficos; as quais, todavia – a tempo e com precisão – investigadas por órgãos oficiais, objetivando prontas cominações legais.

Daí, importante, de conseguinte – no pleito vindouro de domingo – sufragar nomes ilibados de prefeitos e vereadores proativos às coletividades que tenham confiado em suas promessas de campanhas.

Então, ainda que em momento conturbado, face condutas vedadas moral e/ou juridicamente, geradas por inescrupulosos merecedores de opróbrio, é válido prosseguir a decidir em relação aos prélios? Certo que sim! Todavia, desde que – rigorosamente – por seleções dentre aos que a tanto façam jus.

Portanto, jamais será razoável, sob nenhum pretexto, descurar, por omissão, do direito-dever-cívico-constitucional de votar. E, deste modo, influenciar – categoricamente – em prol de tudo quanto beneficie a todas camadas sociais a que de prosperem de forma ordeira e equitativa.

 

*Ex-juiz do Pleno/TRE-RS e presidente da Associação dos Juristas Católicos/RS
Artigo publicado originalmente no Jornal do Comércio