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EDUCAÇÃO SOCIAL EM SAÚDE: Com cuidados precoces a surdez tem solução

A boa notícia na aula deste sábado (17/10) do curso de Educação Social em Saúde, promovida pelo programa Novos Talentos da Academia Sul-Rio-Grandense e Medicina (ASRM), é que atualmente a surdez tem solução.

 

Nos dias de hoje, muito provavelmente o genial compositor musical Beethoven não seria condenado à falta de audição progressiva que o acometeu definitivamente por volta dos 50 anos de idade.

 

Graças à evolução da medicina, às descobertas científicas, aos medicamentos mais eficazes, às técnicas de reabilitação e às intervenções através de cirurgias e implantes, quase todos os tipos de surdez são solucionáveis.

 

Especialista otorrinolaringologista, professor e pesquisador, o Novo Talento Joel Lavinsky detalhou, em cerca de uma hora de didática apresentação on line, todos os principais aspectos abrangidos sob o título “Surdez: da prevenção até a solução”.

 

Mal que incapacita 466 milhões de adultos e 34 milhões de crianças no mundo e que se agrava com o avanço da idade, a perda de audição é responsável pela “separação das pessoas de outras pessoas”, na definição da dra. Hellen Keller, citada pelo dr. Joel.

 

Decorrente da condição de insuficiência auditiva, a criança  terá dificuldade de aprendizado, de desenvolvimento cognitivo e de sociabilidade, afetada pela discriminação.

 

O jovem que usa fones de ouvido com o som em alto volume é candidato à surdez, até mesmo com destruição de células auditivas.

 

O adulto com surdez pode perder a atividade profissional, ficar sem emprego, isolar-se socialmente, baixar a auto-estima e mesmo padecer de grave depressão, alterando radicalmente sua personalidade de estilo de vida.

 

Praticamente todas essas deficiências auditivas têm soluções, afirmou Joel e reforçou, nos comentários finais, seu tutor Luiz Lavinsky, considerado referência no campo médico específico e pioneiro nos implantes cocleares – como confirmaram dois pacientes que assistiram a live agradecidos ao médico pela mudança na qualidade de vida após a intervenção.

 

Ambos os palestrantes insistiram na importância de exames audiométricos periódicos para investigar as causas da doença e prevenir precocemente o mal (desde o pré natal na gestação e o ‘teste da orelhinha’), evitando procedimentos mais drásticos, como os cirúrgicos para retirada de tumores, que exigem longas operações que duram 10 ou 12 horas.

 

Joel acentuou que, nos últimos 10 anos, tem se dedicado a pesquisas ao nível do DNA, através de células troncos, terapias gênicas e celulares, buscando, talvez, alcançar a cura total no futuro com a manipulação do gene que causa a doença.

 

A íntegra da aula pode ser acessada no canal do YouTube da Academia clicando AQUI