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ASRM lança novo programa na região sudeste: Compromisso com a ciência e o bem estar da população

Com a participação especial de profissionais da saúde, pesquisadores e professores comprovando o elevado nível de excelência profissional e científica praticada na região sul e sudeste gaúchos, a Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina estreou hoje (27) um programa descentralizado para o interior, com o costumeiro comprometimento institucional com a inovação científica e com o bem estar da população. Foi o primeiro Simpósio dos Polos Regionais da ASRM iniciado pela regional sudeste, na manhã deste último sábado de novembro, data também da reunião ordinária mensal da Academia. A saudação de boas vindas do presidente Luiz Lavinsky e a aprovação de duas atas cumpriu a formalidade estatutária do encontro virtual, transmitido pela plataforma Zoom.

Organizado graças à competência e liderança da acadêmica pelotense Ana M.B. Menezes do Programa de Pós-Graduacão em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob a temática geral da “Medicina Social”, o encontro reuniu os acadêmicos com os profissionais e pesquisadores da Saúde das três universidades federais modelares da região sudeste-rio-grandense situadas nas cidades de Pelotas e Rio Grande: UFPEL, UCPEL e FURG.

As temáticas enfocaram projetos em curso na região que vêm demonstrando grande valor para a preservação da saúde pública e que poderão ser aplicados em outras regiões.

Apresentado por Ana Menezes, o primeiro expositor foi o inglês Joseph Murray, que está desde 2016 no Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas, onde é carinhosamente tratado como Joe, abordando a temática da “Violência sob o olhar da Saúde Pública e a prevenção precoce”. O conferencista relatou fatores de risco da infância, como maus tratos e agressões, que deveriam ser alterados nas crianças, com políticas públicas, para prevenir o avanço natural rumo à criminalidade na adolescência e na vida adulta. “O desafio é comprovar que a infância deve ser acolhida e protegida com programas sociais preventivos vai resultar na redução da violência e a criminalidade”

Com currículo profissional resumido pelo reitor da FURG, Danilo Girotto, o segundo a falar foi o professor Alan Knuth, abordando o tema “A prática da Educação Física como estratégia de cuidado em Saúde Pública”. Depois de oferecer um panorama dos últimos 20 anos de reconhecimento mundial à importância dos exercícios físicos para a saúde global do ser humano, Alan disse que o debate sobre a inclusão da prática no âmbito das políticas públicas brasileiras, via SUS, ainda é iniciante e insuficiente pois há desigualdade de acesso no país.

“Pesquisar saúde mental materna no ciclo gravídico-puerperal: em quê e quem repercutiria?” foi o tema do psiquiatra Ricardo Tavares Pinheiro, da Universidade Católica de Pelotas, primeira instituição de ensino superior privada do interior do RS, segundo o reitor José Bachettini. Pinheiro mostrou estudos, que estão em fase de revisão final, acerca da sintomatologia moderada ou grave de depressão nas mulheres pesquisadas pela Universidade, suscitando outras situações, como o adoecimento conjunto dos homens pais e os prejuízos cognitivos, de saúde oral, da linguagem e do sono dos filhos, conduzindo ao principal desafio: como intervir para prevenir os danos mentais? Uma das respostas possíveis está configurada no programa da saúde pública da Universidade Católica, com apoio vigoroso da comunidade e da prefeitura chamado, “Gravidez Cuidada Bebê Saudável”.

A derradeira exposição foi da professora Julieta Fripp – apresentada pela reitora da UFPel, Isabela Andrade- discorrendo sobre “Cuidados paliativos e de alívio ao sofrimento humano”.. A diretora da Faculdade de Medicina e Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas mostrou um trabalho notável chamado Rede Cuidativa, que visa “zerar a dor total” do paciente que frequenta o centro instalado em um prédio de desativada fábrica de lãs e possui uma mata no terreno de fundos, onde são realizadas atividades sensoriais. “O Brasil é o 42 colocado no ranking mundial de qualidade de morte”, informou ela. Aqui as pessoas ainda morrem tristemente, sem amparo nem cuidados, muitas vezes em macas de hospitais e prontos socorros. Infelizmente não há políticas públicas capilarizadas para evitar o sofrimento final”.

PRÓXIMOS SIMPÓSIOS

Idealizado como plano da gestão do presidente Luiz Lavinsky, o programa foi viabilizado e organizado pelo diretor de Polos Regionais da ASRM, acadêmico Rogério Gastal Xavier. Ele afiança que os simpósios regionais pretendem atender as necessidades de promoção acadêmica junto à cada região, divulgando os projetos de saúde para toda a comunidade rio-grandense”. De acordo com ele, nos próximos Simpósios Regionais —Centro-Oeste da região de Santa Maria, Noroeste da região de Passo Fundo e Nordeste da região de Caxias do Sul e circunvizinhanças — será empregada a mesma estratégia, sempre procurando enfocar temas eleitos pela comunidade científica local.

Celebrando a adesão antecipada dos colegas das demais regiões, Xavier antecipa que os simpósios vindouros da ASRM serão realizados ao longo do biênio 2022 e 2023, reunindo as lideranças acadêmicas, profissionais e pesquisadores da Saúde de cada região do RS, prestando informações úteis e esclarecedoras ao público em geral.